sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Resposta ao manifesto da Sociedade Brasileira do Design Inteligente


Àquelxs que quiserem se somar na assinatura deste manifesto-resposta, deixem o nome e a instituição da qual fazem parte nos comentários desta postagem. É interessante que, de preferência, o(a) assinante estude ou trabalhe em áreas minimamente relacionadas à teoria evolutiva. 

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Recentemente ocorreu em Campinas o I Congresso Brasileiro do Design Inteligente. O manifesto do evento admite que a opinião atual da academia ainda não acata, em sua maioria, a teoria do design inteligente (TDI) e o seu ensino. No entanto, o referido manifesto exige que as escolas brasileiras ensinem alegadas deficiências da teoria evolutiva e que informem uma suposta disputa com a TDI. Nosso manifesto de resposta, porém, repudia esses dois posicionamentos e alerta o público que a TDI não pode ser considerada científica.

A TDI não se apresenta como uma alternativa à teoria evolutiva tanto por ela não ser aceita por grande parte da comunidade científica (ver anexo), quanto por não se configurar como uma teoria científica. A ciência é inerentemente limitada a fornecer descrições e/ou explicações naturais sobre o mundo e não se relaciona com alegações sobrenaturais. Por esse motivo, teorias como a do design inteligente são imediatamente descartadas como ciência, pois possuem uma dependência explícita ou implícita a causas sobrenaturais. Além disso, os conceitos elaborados pelos defensores da TDI são demasiado vagos para permitir previsões específicas e alcançar qualquer forma de unificação explicativa. A TDI é inconsistente com diversas áreas da ciência, desde a Geologia de Petróleo (que preconiza em suas previsões a evolução da vida) até as Ciências da Vida. Os proponentes da TDI também se recusam a entrar em detalhes sobre os mecanismos e métodos utilizados pelo designer, e a maior parte da literatura dessa área consiste em argumentos puramente negativos contra a evolução, com o propósito de distorcer a ciência e inserir dúvidas infundadas.

A alegação de que a teoria evolutiva apresenta inconsistências graves é apresentada de forma distorcida no manifesto da TDI Brasil. A controvérsia que existe na teoria evolutiva, e que pode ser apresentada nas escolas, se refere aos debates atuais no pensamento evolutivo, como em relação a formas de herança não genética e ao papel do desenvolvimento embrionário nas mudanças evolutivas. Contudo, nenhuma dessas novidades no corpo teórico invalida a evolução como fato. Teorias são estruturas de ideias que explicam e interpretam fatos. A biologia evolutiva continuamente elabora novas abordagens teóricas, mas essas, ao contrário do que é pronunciado no manifesto da TDI Brasil, acumulam cada vez mais evidências a favor da evolução da vida.

Por isso, a alegada disputa entre TDI e teoria evolutiva não se sustenta e não deve ser apresentada no ensino básico, uma vez que o design inteligente não apresenta aspectos fundamentais de uma teoria científica. As controvérsias constituem aspectos imprescindíveis no conhecimento científico e, portanto, devem ser levadas em conta no seu ensino. No entanto, a inclusão de controvérsias científicas no currículo escolar deve ser criteriosa. Propostas com pouca sustentação na ciência e que não constituem controvérsias genuínas não fazem parte da educação científica, como a chamada Teoria do Design Inteligente, que sequer pode ser considerada como hipótese científica.

Assinam esse manifesto:

Adriano Machado – Graduando em Ciências Biológicas da UFRGS
Aldo Mellender de Araújo - Professor do departamento de Genética da UFRGS
André Klein – Doutorando no departamento de Genética da UFRGS
Claudio Reis – Mestrando no departamento de Ecologia da UFRGS
Daniel Meyer – Doutorando no departamento de Microbiologia da UFRGS
Flávia Boos - Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFRGS
Gilberto Cavalheiro – Mestrando no departamento de Genética da UFRGS
Ismael Brack – Mestrando no departamento de Ecologia da UFRGS
Jonas Kloeckner – Graduando em Engenharia de Minas da UFRGS
Jorge Alberto Quillfeldt - Professor do departamento de Bioquímica da UFRGS
Josmael Corso – Doutorando no departamento de Genética da UFRGS
Leonardo A. Luvison – Mestrando no departamento de Genética da UFRGS
Marcelo Costa – Mestrando no departamento de Zoologia da UFRGS
Paulo Barradas – Mestrando no departamento de Ecologia da UFRGS
Ronaldo Paesi – Mestrando no departamento de Zoologia da UFRGS
Vinicius Bastazini – Doutorando no departamento de Ecologia da UFRGS
Voltaire Paes – Mestrando no departamento de Paleontologia da UFRGS

Anexo

Documentos oficiais divulgados por organizações científicas:

Sociedade Brasileira de Genética

Sociedade Brasileira de Paleontologia

Royal Society

Federation of American Societies for Experimental Biology (FASEB)

Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS – EUA)

Conselho de Ciências do Reino Unido

Centro Nacional para Educação Científica (NCSE – EUA)

213 comentários:

  1. Everton de Santana Sousa - Graduando em Ciências Biológicas na UERN

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    1. Pessoal, chega de sopa primordial e meteoro primordial né. Já deu o que tinha que dar essa negaçãozinha . Virem a página.

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  2. Jéssica Alvarenga - Graduanda em Biologia na UFRGS

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  3. Fábio Spézia de Melo - Graduando em Biologia na UFRGS

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  4. Fabio Veiga - Doutorando no departamento de Paleontologia da UFRGS.

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  5. Marcel Lacerda - Doutorando no departamento de Paleontologia da UFRGS.

    Também, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE BIOLOGIA (SBENBIO) e a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS (ABRAPEC) emitiram uma carta contra o ensino de criacionismo nas aulas de ciências (nesse caso, em resposta a proposta do deputado pastor Marco Feliciano). Achei que talvez fosse legal colocar mais uma resposta de uma instituição nacional na lista. Parabéns pela iniciativa!

    http://www.abrapec.ufsc.br/?p=868?lang=1

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    1. Pessoal, chega de sopa primordial e meteoro primordial né. Já deu o que tinha que dar essa negaçãozinha . Virem a página.

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    2. Obrigado pela dica Marcel. Optamos, nesse comunicado, em apenas focar no design inteligente. Mas sem dúvida temos que esclarecer sobre as outras iniciativas criacionistas que avançam sobre o conhecimento evolutivo.

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  6. Maria Eduarda de Araujo Tavares - Graduanda em Biologia UFRGS

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  7. Emilio A. Jeckel Neto - Professor da Faculdade de Biociências da PUCRS

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  8. Eduardo Luís Ruppenthal - Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas, e mestre em Desenvolvimento Rural pela UFRGS. Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

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  9. Aline Brugnera Felkl - Graduanda em Biologia na UFRGS

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  10. Paula Fernanda Alqueres Helm - Graduanda em Ciências Biológicas na UFRGS

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  11. Areli Nogueira da Silva Júnior - Engenheiro geólogo - UFOP - doutorando em Georrecursos - ULisboa

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  12. Guilherme Frainer Bacharel em Ciências Biológicas, mestre em Biologia Animal pela UFRGS

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  13. Camila Leão da Silveira Licenciada em Ciências Biológicas pela UFRGS

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  14. Nelson Jurandi Rosa Fagundes - Professor do Departamento de Genética da UFRGS

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  15. Natália Bianchini Pohlmann, graduanda em Biologia na UFRGS.

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  16. Sammer Maravilha C. Gilio-Dias, graduanda em Biologia - UFRGS.

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  17. Helier Balbinotti da Silveira - Biólogo - UFRGS.

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  18. Nicolás Oliveira Mega
    Professor Colaborador PPG Biologia Animal - UFRGS

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  19. Caio J. Carlos -- Doutorando no Departamento de Zoologia da UFGRS

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  20. Prof. Dr. Renato Gaban Lima - Instituto de Ciência Biológicas e da Saúde - Universidade Federal de Alagoas
    Doutor em Zoologia, Ornitólogo e professor de Sistemática Filogenética, Anatomia Comparada, e Zoologia de Cordados.

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  21. Janusa Borsatto Sbruzzi- bióloga e mestranda em Sensoriamento Remoto- UFRGS

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  22. Ênio Rodrigues Duval -- Graduando em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais

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  23. Jordana Putti - Graduanda em Ciências Biológicas na UFRGS

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  24. Julio Daimar O. Correa - Graduando em Ciências Biológicas na UFRGS

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  25. Carlos Eduardo Varnum Jr., médico

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  26. Luiz Ernesto Costa-Schmidt - Biólogo especializado em Ecologia Comportamental & Evolução, atualmente em estágio pós-doutoral na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

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    1. Bah tchê, imagina um SINO já q vc eh da UNISINOS.

      O sino é um instrumento de metal, geralmente bronze, oco, em forma de cúpula, do qual se tiram sons com uma badalo no interior ou com um martelo no exterior.

      Se não tem badalo, não tem som. Se o sino está apoiado no chão, o badalo está inerte e nao toca nas paredes do sino.

      Se você anda numa rua e vê um sino pendurado, você imagina que alguem possa ter criado o sino e colocado ali, ou vc acha q as partes do sino, as quais considero só 2 (o corpo e o badalo), surgiram por processos naturais e fizeram o sino com a sua função de emitir sons?

      Fica minha dúvida.

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    2. esse aqui é bem bacana, recomendo anon :)

      http://www.ntskeptics.org/creationism/evolution/TheEvolutionOfComplexStructures.pdf

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    3. mas, pra não entrar numas de bombardear com informação (que, bem ou mal, pode levar a uma forma falaciosa de discussão), te devolvo a pergunta: Não usaram um andaime e um monte de corda e estrutura pra colocar esse sino e essa badalo juntos? E não podem ter tirado esses andaimes depois? É justamente um dos caminhos que pode ser seguido. O nome do processo é scaffolding, que pode ser bem traduzido por 'cimbramento', ou o ato de usar andaimes para montar algo, e envolve o sumiço de algumas estruturas.
      :)

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    4. Sim, Costa" Pode sim tudo isso mesmo. Veja agora. Abra sua mente. Quem fez tudo isso? Alguem!. Uma mente inteligente criou, colocou o sino no lugar, colocou sob andaimes, usou da sua inteligencia para tudo o q vc imaginar com o sino. Deus abra sua mente. As cordas, os andaimes nao surgiram de sopa promordial. Parabens que entendeu!

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  27. Bruna Morais de Souza, graduanda em Ciências Biológicas pela UFRGS

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  28. Angelica Ramos - graduanda em Ciências Biológicas, UFSM

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  29. Ana Carolina Marinho Mota- graduanda em Ciências Biológicas pela UFMG e Iniciação Científica no Laboratório de Biodiversidade e Evolução Molecular

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  30. Érika Pase Londero - Graduanda em Ciências Biológicas pela UFSM

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  31. Carolina Flores Garcia, Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Genética e Biologia Molecular da UFRGS.

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  32. Alexandre Schneid Neutzling - Biólogo, Mestrando em Biologia Animal pela UNESP de São José do Rio Preto.

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  33. Elton Orlandin - Graduando em Ciências Biológicas pela UNOESC-Joaçaba.

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  34. Laura Cappelatti - Mestre em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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  35. Vanessa Rodrigues Paixão-Côrtes - Professora do Departamento de Biologia Geral do Instituto de Biologia da UFBA.

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  36. Ticiano Guimarães Leite - Mestrado e Doutorado em Reprodução Animal - EV-UFMG. - Pós-Doutorando em Reprodução Animal pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo - FMVZ-USP.

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    1. Me explica sem a fé que o darwinismo usa, como surgiu a reprodução sexuada? Como surgiu do nada um gameta masculino, um feminino e toda a parafernalha da reprodução e do desenvolvimento embrionário.

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    2. Achei bastante material interessante numa busca rápida (há tempos que não lia sobre esse assunto). Vou te deixar dois vínculos: um para um texto e um para um documentário. Ambos estão em inglês, mas caso tu tenhas um interesse maior no assunto, podemos fazer uma postagem aqui no blog para discuti-lo.

      http://www.nature.com/scitable/topicpage/sexual-reproduction-and-the-evolution-of-sex-824

      https://www.youtube.com/watch?v=Zl4yzFK8Xp0

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    3. Sim, já vi tudo isso na disciplina de doutorado de Analise Evolutiva. Tudo achismo.

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  37. Daniel Dutra Saraiva - Doutorando no PPG Botânica da UFRGS.

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  38. Luiz Fernando de Souza, Doutor em Ciências Biológicas: Bioquímica - UFRGS

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  39. Etiele de Senna Silveira, graduanda em ciências biológicas -UFRGS

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  40. Andréia Turcati, mestre em Biologia Animal - UFRGS

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  41. Paula Burchardt Piccoli - Mestranda no departamento de Genética da UFRGS

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  42. luiz pereira, biólogo e bioquímico, universidade são judas tadeu, sp

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  43. Apoio que jamais se ensine crenças no lugar de ciência em qualquer escola séria. Se querem estudar crenças, quando muito aceito uma aula chamada Religião Comparada, estudando todas as manifestações de crença, inclusive a ufolatria contemporânea. Nunca equiparando crença a produção científica. Fora Já, Design Inteligente!

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    1. O evolucionismo é uma crença tb. Concordo contigo!

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    2. Pessoal, chega de sopa primordial e meteoro primordial né. Já deu o que tinha que dar essa negaçãozinha . Virem a página.

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  44. Carolina Marques Ruggeri - Graduanda em Ciências Biológicas na UFRGS

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  45. André Luís Luza - Técnico em Agropecuária, Biólogo, Mestre em Ecologia e Doutorando PPG Ecologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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  46. Paulo Tomasi Sarti, biólogo, doutorando em Biologia - Diversidade e Manejo de Vida Silvestre pela UNISINOS.

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  47. Andressa Verdum Gross, graduanda em Ciências Biológicas, UFRGS

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  48. Patrícia Goulart Pinheiro - graduanda em Ciências Biológicas na UFRGS

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  49. Guilherme Arsego Roesler - Doutorando do Departamento de Paleontologia UFRGS

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    1. Pessoal, chega de sopa primordial e meteoro primordial né. Já deu o que tinha que dar essa negaçãozinha . Virem a página.

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    2. O que Deus fazia antes de criar o mundo?
      Ele filosofava :"De onde eu vim?Quem me criou?"

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  50. Alberto Chaves Filho - Graduado em Informática - Análise de Sistemas UNISINOS e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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  51. Wesley Santos - biólogo FC/Unesp - Mestrando em Doenças Tropicais FMB/Unesp.

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  52. Danielle Machado Pagani -Bióloga (UFRGS), Mestranda em Diversodade biológica e conservação nos Tropicos(UFAL)

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    1. Vc acredita mesmo q a seleção natural e as mutaçoes gerou toda essa diversidade q tu estudas? As especiaçoes nao deveriam ser vistas hoje de forma abundante?

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    2. Apenas para deixar claro que mutação e seleção natural não são as unicas formas de especiação e de evolução fenotípica. Novidades fenotípicas e especiação, ao menos em organismos multicelulares, dependem de inovações no desenvolvimento, que abrange um campo mais amplo de possibilidades do que as mutações. Aconselho que você leia mais sobre um campo chamado "evo-devo" (biologia evolutiva do desenvolvimento).

      Abraço

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    3. Obrigado pelo abraço. Mas se vc sabe de uma inovação do desenvolvimento que possa ser visto, publica isso na Nature. Ganhará premio NOBEL e eu espalharei a todos q vc me mandou um abraço. Mas nao sei como vc conseguirá explicar essa nova informação inserida no DNA.

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    4. Epigenética Sr. Anônimo (se me permite, por que não te identificas?). Recomendo este vídeo. Professora brilhante.

      Evolution in Four Dimensions: http://youtu.be/0K8F1t-sftE

      Outro abraço.

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    5. Essa ideia já é antiga e bem documentada, meu caro. Procure, por exemplo, os conceitos de canalização e de assimilação genética (Waddington, 1942; Schmalhausen, 1949).

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  53. Fernanda Capra, Bióloga pela UFRGS

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  54. Lucas Di Marco, acadêmico em Medicina na UFRGS

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    1. Oh medicando, me explica a origem do olho como tendo surgido por seleção natural e mutações. Como algo tao complexo surge assim por tentativa e erro?

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    2. Prezado Anônimo, leia este artigo. Acho que isso irá elucidar suas dúvidas sobre a origem e a evolução do olho humano, e das demais espécies animais.
      http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_fascinante_evolucao_do_olho.html

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    3. para próximas perguntas pontuais, recomendo o excelente artigo traduzido pelo Eli Vieira: http://evolucionismo.org/profiles/blogs/15-joias-da-evolucao

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    4. Os artigos só existem as palavras: provavelmente, acredita-se,... Eli Vieira vive a ciência do achismo.

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    5. Desconfie se ver um cientista (ou qualquer um) dizendo que algo é verdadeiro e ponto final. O conhecimento científico só pode ser concebido se puder ser revisado e, eventualmente, demonstrado como incorreto. O que um cientista quer dizer quando diz que "uma coisa é assim" é algo do tipo: "todas as evidências indicam que isso seja verdade e seria muito estranho viver em um mundo onde todas essas evidências estão distorcidas e erradas, mas eu estou disposto a verificar essa possibilidade". O que você chama de "achismo", é, na verdade, o que diferencia o conhecimento da fé. Enquanto o conhecimento científico está aqui para ser discutido, modificado e melhorado à presença da evidência, a fé é absoluta e não aceita poréns.

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    6. Exatamente isso Barradas. Fazem do evolucionismo um dogma e paradgma! Parabens.

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  55. Mônica Piovesan - Bacharel em Ciências Biológicas pela UNOESC-Joaçaba.

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  56. André de Noronha Dantas Benitz - Biólogo - Mestre em Neurociências - UFRGS

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    1. Onde se encontra a consciência? Já descobriram? No cérebro que não é. Como a seleção natural explicaria o q nos faz humanos?

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    2. Você tocou em dois pontos distintos: o primeiro é uma pergunta com pouco sentido (mas interessante), que tenta precisar uma localização para a consciência. Deixo um breve vídeo (em inglês novamente, me perdoem) do neurocientista Sam Harris falando um pouco sobre esse tema: https://www.youtube.com/watch?v=fajfkO_X0l0

      O que nos faz humanos? Não entendo bem essa pergunta... se tivéssemos que escrever um livro sobre o que é um humano, um segundo sobre o que é um chimpanzé e outro sobre o que é um esquilo, certamente poderíamos aproveitar a maior parte do texto de um livro para escrever o outro, e nosso editor ficaria espantado com nossa produtividade. Um humano é, numa boa aproximação, um porco, ou, sendo um pouco mais grosseiro, talvez possamos dizer que um humano é um tipo um pouco diferente de peixe. Caso você tivesse escrito um livro sobre o que é uma bactéria, isso já lhe pouparia muito do trabalho: bastaria excluir algumas partes sobre o que as bactérias podem fazer e nós não, incluir algumas outras e aí está.

      Talvez você queira perguntar qual é a diferença entre os humanos e os outros animais. Entretanto, por que usar essa diferença para caracterizar "aquilo que nos faz humanos"? Por que não usamos as semelhanças com outras formas de vida? Enfim, caso você realmente queira saber qual a diferença entre nós e os outros animais, há algumas respostas para isso, mas aparentemente você está querendo falar sobre consciência. O fato é que dia após dia aparecem estudos mostrando que outras espécies possuem faculdades que parecem condizentes com aquilo que chamamos de consciência (mesmo que não possamos explicitar o que exatamente é isso). Então, uma boa receita para começar a pensar na diferença entre humanos e outros animais é pensar nisso de uma maneira quantitativa e não qualitativa. Talvez possuamos um pouco mais de algumas capacidades mentais, talvez um pouco menos de outras. Agora, não há motivo algum para dizer que ter consciência é a melhor coisa do mundo. Eu certamente me sinto muito bem no mundo sendo um ser com consciência e me sinto até privilegiado, assim como uma lesma poderia pensar (se pudesse) que ser gosmenta é realmente uma dádiva divina. Imagine como seria deslizar por todo esse mundo sujo e granuloso sem uma boa camada de muco para nos proteger?? O que faz das lesmas lesmas?

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    3. Dificil ler tudo isso mas...nao eh sem sentido. È o q estao buscando saber. E estou perguntando aos especialistas na area.

      You won't find consciousness in the brain

      http://www.newscientist.com/article/mg20527427.100-you-wont-find-consciousness-in-the-brain.html?page=2


      Se vc tivesse tempo de descrever uma bacteria, vc entenderia q nao poderia surgir tal maravilha por processos naturais e espontaneos. A bacteria eh tao complexa que nem o flagelo bacteriano é fácil de explicar.

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  57. Cristiano Guimarães Pimenta, bacharel em Ciências Biológicas pela UFMG

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  58. Alice Hirschmann, doutoranda em Biologia Animal UFRGS.

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  59. Biól. Márcio Motta, MSc. - Mestre em Zoologia UEL (PR)

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  60. Henrique Vieira Figueiró - Doutorando do Programa de Zoologia da PUCRS

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  61. Estevam Souza, Analista de Sistemas FIAP (SP)

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  62. Bibiane Armiliato de Godoy - Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular / UFRGS

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    1. Quem surgiu primeiro RNA ou DNA? E como surgiu a informação presente no código? E qual codigo antecipou as famosas 4 letrinhas? Será que era A, B, C, D q nao deu certo e virou A C B V, q nao deu certo e virou A, C, T, G? E como surgiu o processo de leitura e expressao genica? Tudo seleção natural?

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  63. Murillo Fernando de Souza Jesus, Graduando em Biologia Marinha e Costeira UERGS

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  64. Vocês poderiam incluir em seu manifesto todos aqueles que estão inquietos com a possibilidade de que essa pseudociência se difunda pela sociedade brasileira, porque os sofismas dessa "teoria" atingem outras áreas além da Biologia, como a Química, a História, a Física e a Filosofia. Em suma, pode repercutir negativamente em todo sistema educacional, considerando a influência da religião, da superstição e do recente fundamentalismo evangélico no povo brasileiro.
    Obrigado,
    At.,
    Ezequiel Cardozo da Silva, Professor de Filosofia na rede estadual do RS.

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    1. Concordo.

      Wagnara Alves Ribeiro - Economista - UFU

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    2. Discordo do professor de filosofia. Mas sei que vive num ambiente de filosofia naturalista ateia materialista e é dificil sair dessa lama dogmática.

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    3. Pessoal, chega de sopa primordial e meteoro primordial né. Já deu o que tinha que dar essa negaçãozinha . Virem a página.

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    4. Obrigado pela comentário Ezequiel. Sem dúvida o avanço do design inteligente sobre a evolução certamente iria parar também na física e na química: afinal, o "designer" teria bolado todas as leis do universo.

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    5. As leis vieram de onde? Como surgiram as leis? O surgimento de leis da natureza pode ser explicado por fenomenos naturais? Como? Impossivel

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    6. Se o seu conceito de designer é "aquele que criou as leis", ninguém pode invalidar isso. Não temos explicações sobre a origem das leis. Assim como você não tem explicação para a origem do designer e nem sobre como ele criou as leis. Então por que não cortamos uma etapa nesse pensamento e deixamos de lado a história do designer?

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  65. Carmen Carolina Romero Saavedra- Professora do Departamento de Genética da UFRGS

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  66. Felipe Lorenz Simões - Mestre em Biologia Animal pela UFRGS

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  67. Ana Paula Christoff - Doutoranda em Genética e Biologia Molecular - UFRGS

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  68. Diego Razini Oliveira - Acadêmico de Ciências Biológicas - Unioeste

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  69. Matias Ritter - Doutorando em Paleontologia - UFRGS

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    1. O "fóssil" são tudo especulação de parentesco. As datações piores. Sua ciência se baseia em vã filosofia.

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  70. Carolina Diegues – Mestranda em Ecologia - UFRGS

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  71. Gustavo Vicente de Souza - Graduando em Ciências Biológicas - UNIfeob.

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  72. Daniel Graichen, Professor da Universidade Federal de Santa Maria

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  73. Pedro Carvalho Neto - Professor de Ciências/Biologia - Mestre em Biologia Animal - UFRGS

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  74. Emili Bortolon dos Santos, Mestranda em Entomologia pela UFPR

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  75. Ivan Jorge Garcia, bacharel e licenciado em Geografia pela USP.

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  76. Zedotoko Costa. Analista de Sistemas, funcionário Min. Saúde, ex-aluno da Fiocruz.
    Compartilho meu entendimento com o do professor, onde diz:

    Vocês poderiam incluir em seu manifesto todos aqueles que estão inquietos com a possibilidade de que essa pseudociência se difunda pela sociedade brasileira, porque os sofismas dessa "teoria" atingem outras áreas além da Biologia, como a Química, a História, a Física e a Filosofia. Em suma, pode repercutir negativamente em todo sistema educacional, considerando a influência da religião, da superstição e do recente fundamentalismo evangélico no povo brasileiro.
    Obrigado,
    At.,
    Ezequiel Cardozo da Silva, Professor de Filosofia na rede estadual do RS.

    2 de dezembro de 2014 18:04

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    1. Um analista de sistema poderia ter uma percepção de mundo diferente. Somente um inteligentista seria capaz de programar toda a informação presente no codigo genetico. Como vc explicaria a informação surgindo de forma natural e espontanea na base de erro e acaso, sendo um programador?

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    2. Como você explica os "erros de programação" desse programador? A esmagadora maioria das espécies foram extintas, a anatomia de muitos organismos possui desenhos pouco práticos (equivalentes a pilhas e pilhas de linhas de códigos que poderiam ser resumidas). Se você sugere a existência de um programador, eu sugiro que você ao menos modifique essa hipótese para "unintelligent programmer", pois tem muita coisa sobre os organismos vivos que não funciona, não dá certo, causa morte prematura, exitnção, etc.

      Por outro lado, caso você não saiba, existem algoritmos darwinianos utilizados em programação. Aí vai: http://en.wikipedia.org/wiki/Evolutionary_computation

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    3. bad design nao quer dizer q nao exista um designer. Mutação só causa isso mesmo. Causa bad design. Nao cria especie nova.

      Vale lembrar que o q achamos q nao serve num organismo pode ser q nao tenhamos encontrado a sua real função como era dito do nosso apendice.

      Maioria das especies extintas? Especulação. Se isso fosse real mesmo, veriamos fosseis e mais fosseis de tudo q era especie.

      Calcula-se que 99% das especies foram extintas (dados dos evolucionistas), mas só vemos figurinhas repetidas em fosseis. Nem levo a serio muitos desses cientistas.

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    4. Mutação não causa só bad design. Na verdade, muitíssimas vezes, mutação não causa nada. Mutação é uma das formas de gerar variabilidade herdável, que posteriormente pode (ou não) ser selecionada e, em alguns casos, gerar algum padrão de modificação nos organismos que depois de muito tempo caras como eu e você vamos concordar em chamar de espécies.

      Quanto aos fósseis, o registro fóssil é essencialmente incompleto. Uma das causas para isso é que a sedimentação não é um processo contínuo, mas episódico (paleontólogos de plantão me corrijam!). E quando você fala em "figurinhas repetidas", chega a ser ofensivo aos profissionais dessa área, que a cada ano fazem novas descobertas importantíssimas.

      Mesmo assim, caso não houvesse nenhum fóssil na terra, a evolução não deixaria de ser um fato. Os fósseis são uma cereja no bolo (que não deve ser do agrado dos criacionistas, que dão as explicações mais mirabolantes e macarrônicas possíveis sobre a existência de fósseis), sem a qual não teríamos tanto detalhamento sobre o processo de evolução de muitos grupos, além de possibilitarem o avanço de outras áreas, como a calibração de relógios moleculares, etc. No entanto, a teoria da evolução estaria razoavelmente sem os fósseis: biogeografia, homologias, genética de populações, e tantas outras evidências já fariam um bom trabalho...

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  77. Lucas serafim da Silva Lins.,Graduando em Ciências Biológicas pela UFAL.

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  78. André Candeloro Nehme Muller - Graduando em Biologia na UFRGS

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  79. Natasha Nonemacher Magni - Graduanda em Biologia na UFRGS.

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  80. Roelf Cruz Rizzolo, doutor em Neurociências pela Universidad Autónoma de Madrid, professor adjunto de Anatomia Humana na UNESP

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  81. Patrick D. de Souza dos Santos - Graduando em Biologia na PUCRS

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  82. Felipe Zilio, doutor em Biologia animal pela UFRGS, biólogo do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do RS.

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    1. Me mostra um fóssil transicional aí no museu, amigo! Nunca vi nos livros e na tv.

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    2. tem que ir no museu e ler uns livros se tu estás interessado de fato. Se não, não é floodando de perguntas, sob o chapéu do anônimo, que irás desacreditar a teoria. É muito fácil ser troll ;)

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    3. Independente de um anonimato, me apresento na forma de pergunta. Não estou sendo científico?

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    4. Essa dos fosseis transicionais é repetido como um mantra criacionista. Gente, sério, por favor, vão num museu de paleontologia. So aqui em Porto Alegre tem, NO MÍNIMO, dois e as entradas são grátis.

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    5. Pois bata a foto pra mim, cara.

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  83. Jonas Paulo Viel
    Biólogo, UCS

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  84. Rubi Maia
    Professor Biologia - SEED-PR

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  85. Cristina Rodrigues
    Bióloga - UFRGS

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  86. Maria Eduarda Scapin de Moura - Graduanda em Biologia pela UFSM.

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  87. Ana Paula de Faria, Doutoranda em Biologia Vegetal - UFMG

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  88. Thamara Salvagni - Bacharel em Biologia Marinha pela UFRGS

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  89. Vocês podem me dizer alguma coisa que vocês sabem sobre a evolução, qualquer coisa...que seja verdade?

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    1. Olha cara, não sou especialista em evolução, aliás sou graduando em Biologia ainda e não vou falar como autoridade máxima, podia deixar isso para alguém mais qualificado mas vou deixar o que sei: Seleção natural existe sim, pode experimentar isso com bacterias, plantas ou animais, plante algumas e deixe elas por uns anos e veja se não tem caracteristicas que irão predominar, se isso for muito trabalho pode ler os trabalhos de Mendel, Darwin, Lamarck e outros e entender alguns pressupostos iniciais das teorias antes de poder passar para o que se passe, nem tudo é certo mas podemos dizer que mutações existem sim e mutações bem sucedidas são evolução para formação de novos individuos com caracteristicas novas. Enfim, sabe-se muito mais do que dizer foi deus e sentar coçando as bolas dizendo que isso é a verdade para todos porque foi deus. Não tem isso, por favor. Estude um pouco e leia evolução em primeira mão (Não precisa ler Darwin ou Wallace, pode ler qualquer cientista do seculo XX que estudou o assunto)

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    2. Tudo bem, você me mostrou observações de fatos demográficos, flutuação local de genótipos, distribuições geográficas e um pouco de seleção artificial que não quer dizer e de longe se assemelha a seleção natural. Quero que me mostre os mecanismos fazem com que um peixe possa se transformar em um ser humano.

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    3. Exato, Costa! O evolucionismo abres respaldo para surgir aquaman's e homens aranha.

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    4. Para quem queria QUALQUER COISA em evolução que fosse verdadeira para "como transformar um peixe em um ser humano", eu diria que houve um certo grau de aumento de exigência. Não é possível transformar um peixe num humano e eu recomendo que você não tente fazer isso.

      Existe uma maneira mais interessante de pensar isso. Por que você não tenta se convencer de que você NÃO É um peixe? Pegue um peixe pulmonado (sim, eles existem. Pode ser uma piramboia. Ou um celacanto, caso você tenha algum amigo extravagante que possa conseguir um. Nesse caso, me chame para eu ver o celacanto, coisa que eu nunca vi ao vivo). Pegue um modelo anatômico humano e vamos brincar de ver quantas coisas em comum existem entre esses dois. Depois você pega as coisas diferentes, posta aqui e eu tento mostrar como uma coisa se transformou em outra (talvez eu não consiga, mas invocar um SER TODO PODEROSO pra explicar o que EU não sei é estimar demais o meu conhecimento).

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    5. Jah q vc gosta de comparação, posso pegar uma melancia e uma agua viva e apresentar como parentes ja q possuem uma grande quantidade de agua em seus corpos?

      alias, nao fale do celacanto, o coitado eh triste pq nunca "evoluiu"

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    6. Sim, a melancia e a água viva são parentes. Uma banana e um ser humano, por exemplo, compartilham cerca de 60% do DNA.

      Você tentou usar aqui a Falácia do Espantalho, pegando uma coisa que eu citei, ignorando-a e substituindo-a por uma versão completamente diferente e risível, a qual pode ser facilmente atacada.

      Dica wikipedica: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_do_espantalho

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  90. As evidencias paleontologicas mostram que a suposta evoluçao humana nao existe ..... e que por o contrario o relato biblico do Genesis é historico:

    http://www.bookess.com/read/21734-la-manzana-de-adan/

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    1. O que predomina hoje na ciência é o naturalismo filosófico no qual a evolução se baseia.

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  91. Leandro R. Tessler, Professor do IFGW, Unicamp

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    1. O que o senhor acha de Cesar Lattes? Tu deves ter o curriculo na base de dados q tem seu nome. O físico, tb da Unicamp, acreditava em Deus criador do Universo. Tu achas q eh só misturar Hélio, Hidrogenio e gravidade feito mistura de bolo?

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    2. Tive a honra de conviver com o Prof. Lattes que tinha sala no prédio ao lado do meu aqui no IFGW. Ele nunca fez nenhuma menção de acreditar nesse tipo de idéia pseudocientífica propalado pelos que tentam empurrar intelligent design como se fosse ciência.

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    3. Olha, tem muita gente religiosa fazendo boa ciência. Sabe o que isso significa? Absolutamente nada.

      Uma vez vi uma explicação sobre materialismo e pesquisa que achei muito boa. Era algo assim: existem dois tipos de materialismo. O primeiro é o materialismo ontológico, a crença de que o universo funciona por si só, com todas as coisas que existem interagindo entre si, sem um "outro mundo" interferindo. O segundo tipo é o materialismo epistemológico, a ideia de que a busca pelo conhecimento deve considerar somente as coisas materiais, que existem sabidamente no nosso universo. A pesquisa científica, portanto, não deveria depender do materialismo ontológico, mas sim do epistemológico, uma vez que a menção de entidades sobrenaturais não tem lugar na ciência. Muitos pesquisadores possuíam crenças em Deus (Newton e Dobzhansky, por exemplo), mas isso não os impediu de praticar uma ciência materialista. Não conheço sobre o Prof. Lattes, mas de forma alguma citar um cientista religioso é um argumento.

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    4. Prof. Leandro, nao quero te deixar triste por saber disso do Cesar.

      http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/ago2001/unihoje_ju165pag10.html


      Hahahah esse Cesar Lattes é uma figura!. Está discutindo coisas e aprendendo mais lá no céu com DEUS, aquele a quem ele acreditava como criador do UNIVERSO.

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    5. Caro Anônimo,
      Cito aqui a primeira frase do Paulo Barradas acima. Essa entrevista com o Lattes já aposentado e no fim da vida não faz jus à figura que ele era. Não dá para levar a sério o cientista que descobriu o méson-pi, que só pode ser detectado na alta atmosfera devido a efeitos relativísticos, dizer que "Einstein é uma bobagem. Eu não acredito na relatividade". Mesmo asism em toda sua entrevista Lattes não diz que a evolução não existe e que a nossa existencia exige um intelligent design.

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    6. PS: Só uma informação: Cesar Lattes morreu em 2005. Ele não está em lugar nenhum. Infelizmente sua passagem pelo universo terminou.

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    7. Barradas e Tessler... É no mínimo curioso notar que a maioria dos que aparecem aqui (e em qualquer outro lugar) defendendo essa pataquada de TDI não coloca o próprio nome, se escondendo "amareladamente"...
      Sou cientista e ainda assim protestante (às vezes até toco percussão na igreja, vejam só! rsrsrs), defendo a liberdade de escolha religiosa como direito inegável ao ser humano. Mas acreditar na inerrância bíblica, defender uma ideia pseudo-científica e (porque não) pseudo-teológica, sinto muito caro(s) e covarde(s) anônimo(s), apenas demonstra profunda ignorância e insensatez...

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  92. Mário Josias Müller, Dr. Genética e Biologia Molecular pela UFRGS

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    1. Dr. Mário, como surgiu a informação no DNA? Processos naturais e espontâneos seriam capaz de gerar uma complexidade e especificidade da informação?

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  93. Lucas Henriques Viscardi

    Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular / UFRGS

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    1. Me explica como surgiu a informação complexa e especificada contida no DNA já que ela não pode surgir por leis naturais.

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    2. Por que ela não pode ser explicada por leis naturais??

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    3. pergunta pros teus professores

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    4. A afirmação é sua, não deles. Assine embaixo ou mostre a fonte.

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  94. Milena Fermina Rosenfield - Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia / UFRGS

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  95. Lucas de Souza Gales Ventura - Ser humano racional que entende o quão prejudicial pode ser o ensinamento de uma pseudo-ciência como TDI.

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    1. A evolução, de acordo com Karl Popper, também é vista como pseudo-ciência.

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    2. Na verdade não é. A teoria da Seleção Natural deu origem a várias predições e passou, e ainda passa, por inúmeros testes tanto em campo quanto em laboratórios. O próprio Popper se redimiu de suas alegações iniciais sobre a Seleção Natural, inúmeras vezes. leia por exemplo, “Natural Selection and the Emergence of the Mind” (Dialectica, 32: 339–355) , artigo do Popper de 1978.
      "I have changed my mind about the testability and the logical status of the theory of natural selection; and I am glad to have an opportunity to make a recantation."

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    3. O coitado foi bombardeado pelos "Buldogues de Darwin" e teve que recuar no seu posicionamento, mas depois atribui a teoria a uma falácia de tautologia. Rsrsrs

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  96. Melissa Landell - Professora Setor de Genética - Universidade Federal de Alagoas

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  97. Concordo plenamente com a publicação.
    Designe Inteligente não pode ser considerado teoria na concepção khuniana de ciência.

    João Paulo Vezzani Atui - MSc. Antropologia Biológica IB-USP

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    1. Na concepção khuniana eu não sei, mas que pode ser uma outra alternativa ao evolucionismo pode sim. Já que vc estuda antropologia me explica como q o povo INCA, o povo do Egito e o povo da oceania e asia tinham suas construções megalíticas tão semelhantes se nunca estiveram próximas.

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  98. Pessoal, chega de sopa primordial e meteoro primordial né. Já deu o que tinha que dar essa negaçãozinha....virem a página

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  99. Thomaz Klug Brum - Graduando Ciências Biológicas - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

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  100. Clécio Fernando Klitzke - Bacharel em Ciências Biológicas (UFSC), Mestre em Ecologia (UNICAMP), Doutor em Ciências (Química Orgânica) (UNICAMP). http://www.jornaldaciencia.org.br/em-defesa-da-ciencia/

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  101. Talvez os leitores daqui se interessem pelos posts que fiz sobre o evento de Campinas e seus desdobramentos no Cultura Científica ccientifica.blogspot.com

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    1. Gostaria de ver um debate do senhor com o prof Marcos Erbelin, tb da UNICAMP e membro da Sociedade do Design Inteligente.

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    2. Interessante essa menção. Eu tenho slides de uma palestra do Prof. Marcos Eberlin, onde fiz alguns comentários sobre seus argumentos (que, sinceramente, são fraquíssimos. há gente muito melhor do que ele).

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  102. Fernando da Motta Rosso - Graduando em Biologia Marinha (UFRGS)

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  103. Matheus dos Santos Camargo - Graduando em Ciências Biológicas (UFPel)

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  104. Silvana Leal Nunes Costa - Graduanda em Ciências Biológicas - UFRGS

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  105. Mariana Scalon Luchese - Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal da UFRGS

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  106. Liana Marengo de Medeiros, Bióloga, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da UFRGS

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  107. Gabriela Pôrto Marques. Licenciada em Ciências Biológicas pela UFRGS.

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  108. Thais dos Santos Martins - graduanda em Ciências Biológicas - UFRGS

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  109. Oi, "Anônimo" (ou Anônimos, caso sejam mais de um).

    Compartilho contigo várias de suas dúvidas. "Como surgiu a reprodução sexuada? Como surgiu o olho? Como se originou o código genético?". São todas perguntas interessantíssimas!

    Assim, queria te dar uma dica. Essas perguntas são justamente as que levam as pessoas a se interessarem por ciência, seja como estudantes, pesquisadores, ou ambos. A ciência não tem nenhuma resposta definitiva pra estas perguntas, mas todas estão sendo ou já foram investigadas, com algum avanço. As explicações não são simples, como tu já deveria ter imaginado, de forma que, embora o Paulo Barradas tenha dado algumas pinceladas aqui, não é fácil responder assim, com um pequeno texto.

    Te garanto que outras formas de conhecimento, como o religioso, por exemplo, não foram desenvolvidas para resolver este tipo de problemas. Não porque a religião é pior ou melhor do que a ciência, mas porque tem uma natureza completamente diferente, baseada na fé, e não no questionamento, na dúvida e na verificação. Usar a religião para responder a estas perguntas seria como usar um manual de automóvel pra fazer um bolo. O manual não é melhor do que um livro de receitas, só serve a outro propósito.

    Portanto, se tu de fato tem curiosidade por estas respostas, recomendo se engajar em algum tipo de estudo sistemático da natureza, dando alguma contribuição real para a comunidade científica que quer saber as mesmas coisas que tu, ou simplesmente estudando por conta própria. Agora, se tu quiser apenas exercitar sua fé em deus ou deuses (o que é perfeitamente normal), aconselho a fazer isto de outra forma, talvez conversando com um teólogo ou outro especialista na área, ou simplesmente de forma introspectiva, já que a religião é muito pessoal, e, neste caso, deixe "o bolo pros confeiteiros".

    Um abraço!

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  110. Outro cuidado a tomar é que a ideia de um designer finito natural (uma civilizacao extraterrena) é plenamente compativel com o naturalismo científico, Francis Crick adotou essa ideia para explicar o surgimento da vida na Terra. Como o intervalo entre o fim do bombardeamento meteoritico e o surgimento da vida na Terra parece ser pequeno, ele defendeu a panspermia dirigida, ou seja, que sondas extraterrenas teriam contaminado (por acidente ou de forma intencional) a Terra com suas primeiras bactérias. Tal tipo de ideia (que ETs possam afetar a evolução na Terra) tem sido colocada por escritores de ficção como Stanislaw Lem (no sensacional livro A voz do mestre), Asimov e Clark (o monolito negro de 2001). Curiosamente, todos esses escritores são ateus.

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  111. Finalmente, vários fisicos e cosmologos tem especulado sobre a possibilidade de uma inteligencia, habitante em um universo mãe, ter criado o nosso universo em laboratório, numa evolução darwinista dentro do Multiverso (ver link abaixo), Ou seja, me parece que precisamos diferenciar entre a hipotese de designers naturais (ETs), que a priori pode ser formulada cientificamente (como a panspermia dirigida), e as ideias de Designer Sobrenatural, que afetaria a evolução não por uma intervenção tecnológica mas sim por uma especie de psicocinesia espiritual. O link para um artigo de revisão sobre criação artificial de universos está aqui:

    Teísmo, ateísmo e cenários de evolução no multiverso

    http://social.stoa.usp.br/articles/0036/4995/Osame_Kinouchi_Abhr.pdf

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    1. Certamente há uma diferença importante entre um designer natural (como alguma entidade ET) e sobrenatural. Me parece, entretanto, que grande parte dos adeptos do design inteligente estão inclinados para entidades sobrenaturais, pois negam mecanismos evolutivos, datações da idade da terra e a validade dos fósseis, algo que a crença em um designer natural não precisaria negar. O problema do designer natural, dessa forma, seria recuado para a origem da vida e não para a plausabilidade da evolução.

      O design inteligente também pode ter alguns problemas além da negação do naturalismo científico, como o uso de argumentos circulares, muitas inadequações empíricas e argumentos tão gerais que qualquer coisa poderia ser explicada a posterior, para imunizar suas teorias contra potenciais falsificações.

      Esses problemas estão recheados nas palestras do design inteligente, quando alguém pega alguma evidência evolutiva e coloca um designer no meio. Por exemplo:

      "Características de alta complexidade estão envolvidas nos fenômenos biológicos da camuflagem e do mimetismo, induzindo adeptos da teoria da evolução a elaborar explicações naturalistas baseadas em seleção natural e mutacionismo, levando a hipóteses como a da evolução convergente. No entanto, os processos e mecanismos necessários para se produzir a extrema complexidade de fenômenos como a camuflagem e o mimetismo constituem-se em obstáculo, e não em evidência, às explicações naturalistas. Uma análise científica despida de preconceito demonstra que o mimetismo e a camuflagem podem representar evidências consideráveis em favor da Teoria do Design Inteligente".

      http://www.designinteligentebrasil.com.br/ds_congress/agendas/view/5

      Ou seja, qualquer coisa poderia ser explicada a partir do design inteligente!

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    2. Ah, e obrigado pela dica de artigo, parece muito bom!

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  112. Juliana Cordeiro - Professora do Depto de Ecologia, Zoologia e Genética da Universidade Federal de Pelotas

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  113. Wagner Bragante - Engenheiro Agrônomo, Departamento Técnico da Ceagro Agrícola, Sinop, MT.

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  114. Janaína De Nardin - Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular, UFRGS

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  115. Ana Paula Crestani - doutoranda do PPG Neurociências - UFRGS

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  116. Ana Carolina Medeiros Milanezi - mestranda em Microbiologia agrícola e do ambiente - UFRGS

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  117. Laura Nunes Silva - Mestranda em Biologia Celular e Molecular UFRGS

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  118. Leandro Módolo Paschoalotte - Doutorando em Sociologia UNESP

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  119. Jorge Bernardo-Silva - Pós-Doutorando Júnior CNPq UFRGS

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  120. Júlia Ferreira Tessler - Graduanda em Estatística - Unicamp

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  121. Maria Luiza Gastal - Professora do Núcleo de Educação Científica do IB - UnB

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  122. Lavinia Schuler-Faccini
    Medica, Professora do Departamento de Genética - UFRGS
    Presidente - Sociedade Brasileira de Genetica Medica

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  123. Apoiado!
    Kenneth Camargo
    Professor Associado - Instituto de Medicina Social/UERJ
    Editor - Physis/Revistade Saúde Coletiva

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