sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cadê a Reforma Agrária?

Segue um texto do João Pedro Stedile, membro da direção nacional do MST e um dos fundadores do movimento. Resolvi postar aqui no Adaga porque trata de um dos temas que o grupo se propõe à debater. O texto apresenta basicamente duas questões: a necessidade da reforma agrária no Brasil, se desejamos um país mais justo e igualitário; e a falta de um programa de governo para a reforma agrária.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

História da Vida - Essa história ainda não acabou



Recentemente lançado pela editora L&PM em versão pocket o livro “História da Vida” do renomado paleontólogo de vertebrados Michael J. Benton. Publicado originalmente como “The History of Life” em 2008, o livro fora selecionado pela editora para compor a nova série de “Encyclopaedia” lançada este ano.

Aparência e Realidade



Em decorrência dos 50 comentários em uma postagem no grupo Adaga de Occam do "facebook", que tiveram início pelo texto Livre arbítrio? Mas tu tá louco... do Paulo Barradas, trago aqui uma questão que respondi para uma disciplina de filosofia na UFRGS. Trata da [necessária] distinção entre aparência e realidade.

Questão) 

De modo geral (excetuando-se situações excepcionais de engano perceptivo) costumamos supor que nosso aparato perceptual fornece um acesso direto ao mundo como realmente é. Muitos filósofos (e cientistas!), no entanto, colocaram essa suposição em questão. Bertrand Russell é um exemplo: no texto  Aparência e Realidade, referindo-se a um caso específico de percepção visual, defendeu que “a mesa real, se existe, não é de modo algum imediatamente conhecida por nós, tendo antes de ser uma inferência do que é imediatamente conhecido”. Apresente uma argumentação análoga àquela empregada por Russell para dar suporte a essa conclusão, alterando o exemplo e usando, na medida do possível, suas próprias formulações. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Comportamento moral em animais: vídeo

Frans de Waal, um dos maiores primatólogos e etólogos conhecidos, autor de A Era da Empatiadá uma interessantíssima palestra no TEDEle mostra características do comportamento moral (como a empatia e a reciprocidade) em animais não-humanos, mostrando vídeos de seus próprios experimentos que trouxeram um inegável avanço para as ciências do comportamento.

O vídeo tem 16min e 52seg.
Para vê-lo clique aqui! (possui legenda em português)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Manifesto da SBG sobre Ciência e Criacionismo



Texto postado por Jorge Quillfeldt no blogue Coletivo Ácido Cético, com o Manifesto da Sociedade Brasileira de Genética sobre Ciência e Criacionismo.

Três meses após um primeiro mas tímido protesto que reproduzimos em nosso blogue de integrantes da Academia Brasileira de Ciências, a Sociedade Brasileira de Genética vem a público com o seu Manifesto sobre Ciência e Criacionismo,iniciativa que saudamos efusivamente. Trata-se do acontecimento científico do ano no país, pois começamos a tomar posição em questões decisivas referente à educação científica de nossos jovens. A motivação, já comentamos antes, está na insistente militância religiosa de alguns colegas cientistas, especializados e até destacados em alguma área técnico-científica, mas opinando sobre biologia evolutiva de modo totalmente inepto e mesmo mal-intencionado, com omissões e distorções diversas. A tentativa de "emprestar" credibilidade e prestígio acadêmico de um lado para embasar o "outro" - porém sem o menor esforço de procurar conhecer o tema - não é algo exatamente novo, mas neste caso em particular, traz o malefício enorme de tornar o público leigo refém de uma falácia. Uma falácia que visa basicamente reforçar sua crença religiosa, em particular o credo cristão fundamentalista (a biblia cristã tomada ao pé da letra), não importando que tudo isso se dê mediante a completa distorção da percepção pública acerca de como se faz ciência. É um tipo de desonestidade intelectual que ainda não tem nome próprio, mas que se aproxima da tartufice - o ato de ocultação de real intenção, disfarce, dissimulação ou hipocrisia, o que bem se enquadra neste caso. Quem sabe não deveríamos chamar esse novo tipo de falácia de tecnotartufice?

Parabéns aos bravos colegas da Sociedade Brasileira de Genética, que com esse manifesto honra seus 58 anos de história!

Leiam o manifesto a seguir:

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Relações entre variáveis: biogeografia de ilhas, marés, assassinos chocólatras e tudo o mais



Mateava eu enquanto caía uma garoa despacita no entardecer. Um aguaceiro veio em seguida. Dali a pouco findou. Começou o reboliço da passarada – e eu mateando – e o entrevero e a cantoria dos bichos aumentou de vez. Aí pensei comigo, (1) será que existe, de fato, um aumento na atividade da passarada depois dum aguaceiro? E (2) se existir, que tipo de relação é essa? Daí me veio na cabeça o tal termo “correlação espúria”.

Dada a introdução, comecemos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A invasão de Pinheirinho

É uma pena, mas provavelmente os conservadores entenderiam esse meu título como a invasão por parte dos moradores de Pinheirinho; mas, obviamente, o que quero dizer com "A invasão de Pinheirinho" é o único processo que poderiamos chamar verdadeiramente de invasão, que foi o da Polícia Militar. E porque a ultra-direita, o PSDB e o Tribunal de (in)Justiça de São Paulo entenderia esse título ao contrário? Por que o direito à propriedade, que poderia ser duramente criticado, é entendido como um direito superior.  Para esses, direitos humanos e direito à moradia pouco importa. Isso faz a justiça atuar como justiça de classe!

Criminalizar uma comunidade que ocupou o espaço a 8 anos, porque não tinha onde morar, e dar respaldo e apoio ao especulador Naji Nahas é uma extrema inversão de princípios para com a sociedade. Se a reintegração de posse é legal, porque baseia-se unicamente no direito à propriedade, legítima com certeza ela não é.

Vale a pena ler estes textos: O Massacre de Pinheirinho e o Futuro da Luta e Dez mentiras que cercam o Pinheirinho (é só clicar em cima dos títulos).


Segue abaixo 2 vídeos e um texto de Clovis Oliveira, de Porto Alegre, professor de História e militante do CPERS/Sindicato.